Saturday, September 29, 2012

Udju Azul di Yonta


2° Evento Cultural

Hoje, fui assistir Udju Azul di Yonta no cinema internacional no SWKT. Antes de começar o filme, uma moça veio dar boas-vindas, e anunciou que o filme seria em português. Fiquei animado. Só que foi um filme feito na África com o português de lá. Consegui entender a metade de que falaram. Foi um português bem diferente. Apesar de ser difícil entender, gostei do filme. Foi sobre a menina linda chamada Yonta. Ela estava tentando encontrar amor com um homem enquanto outro tentavam encontrar com ela. Gostei dos personagens mas o filme acabou muito estranhamente. 

Thursday, September 27, 2012

A Grande Delicadeza



“Um dia uma folha me bateu nos cílios. Achei Deus de uma grande delicadeza.”
(Clarice Lispsector, O milagre das folhas, 186)

Nesta crônica, lemos as palavras bonitas pelas quais a Lispector é conhecida. Cada palavra parece derreter uma para a outra como se fossem uma só. Mas dentro destas palavras, também há uma linda mensagem ao mundo. Lispector observe os milagres que acontecem aos outros, e não consegue acreditar que acontecem com ela também. Quando alguma coisa aparecida acontece, diz, “Milagre, não. Mas as coincidências. Vivo de coincidências” (Lispector, 186).

Finalmente cai uma folha nos cabelos e então nos cílios. Neste momento, por algum motivo, acha Deus. Apesar de ser uma coisa tão simples, ela enfim pôde perceber os milagres na sua vida. E percebeu-o numa grande delicadeza.

Isso me faz lembrar de como pessoas ganham seus testemunhos de que a igreja é verdadeira. Quando estive em Manaus, pregando o evangelho, nem consigo imaginar quantas vezes eu expliquei esse mesmo fenômeno. Muitas vezes, são coisas simples que nos trazem à luz—ou nos faz percebê-la. A linguagem da Lispector descreve lindamente essa sensação.

Europe in a nutshell: Will it crack?

1° Evento Cultural

Assisti o seminário chamado Immigration and Identity. Esta sessão teve três discursantes. Jytte Klausen da Universidade de Brandeis e Javaid Rehman da Universidade de Brunel em Londres foram os convidados visitantes. O outro que discursou foi o Frederick Gedicks da faculdade de direito da BYU. Ele é o pai da minha cunhada. Não sabia que ele estaria discursando nesta sessão, mas fiquei muito feliz ao vê-lo. Ele falou do pós-modernismo e que lugar tem em nossas vidas hoje.

Dr. Klausen disse que falaria de um equívoco comum da Europa. Ela disse que muitos dizem que a Europa será uma grande terra dos árabes até o ano 2050. No seu discurso, explicou como isso não é verdade e não pode acontecer. Durante o discurso dela, porém, ela fez alguns comentários interessantes sobre os muçulmanos. Só que Dr. Rehman, que discursou depois dela, corregiu-a em algumas áreas de que falou. Achei meio awkward. Ele continuou falando das dificuldades de ser paquistanês e muçulmano na Inglaterra. Ele confirmou que nem todos são terroristas. Gostei muito do seminário.

Thursday, September 20, 2012

Tudo é Nada


“Mas contar o que, se não há o que contar? Então está certo: se não há o que contar, não se conta. Ou então se conta o que não há para contar.”
(Sérgio Sant’Anna, "Conto (não conto)" 521)


No conto "Conto (não conto)" de Sérgio Sant’Anna, lemos ambos um conto e um “não conto.” Se está confuso, não se preocupe, o narrador está também. Ou está? Nesse conto, descobrimos que tudo na vida é algo para alguém ou nada para ninguém. E pode ser nada para alguém ou algo para ninguém. Se há significância para nós, é algo. Se não tem nada a ver com a nossa vida, é nada para nós, mas talvez seja algo para alguém. O conto diz: “o que é a dor de um homem quando não há ninguém por perto?” A dor do homem é tudo para aquele homem naquele momento, mas para outro, essa dor não existe, não é nada.

A vida toda é um grande ciclo de acontecimentos que para alguém, em cada momento, tem sentido. Todos experimentam os momentos significantes. E enquanto existem momentos tristes, em que queremos desistir da vida, essa vida teimosa continua. O mundo continua girando. No seu livro, The Labyrinth of Solitude, Octavio Paz tenta explicar esse fenómeno da vida. Ele nos chama de “prisioneiros do relógio e do calendário.” Diz que só estamos esperando que o tempo se expire.

Muitas tribos de índios acreditam nesse ciclo da vida. Creem que estamos usando tempo e energia emprestados. Usamos essa energia para sobreviver, e por fim, devolvemos-a de volta à terra. Esse ciclo é o ciclo da vida da terra. O povo do filme Avatar acredita nesse ciclo. Vemos que tudo na terra usa esta energia emprestada para viver.


Como esta energia é tudo para nós, na verdade, é nada também. Quando sabemos olhar o mundo com um perspectivo desse, começamos a entender o mundo nos olhos dos outros. A vida é importante. Mas é “um pouco mais que nada” (Sant'Anna, 521) também.