Wednesday, October 24, 2012

Tudo Acaba


“Recife. . .
Rua da União. . .
A casa de meu avô. . .
Nunca pensei que ela acabasse!
Tudo lá parecía impregnado de eternidade.”
(Manuel Bandeira, “Evocação do Recife,” 237)

O final deste poema me lembrou muito da minha infância—especialmente a parte do avô. Quando eu era criança, sempre ia visitar meus avós no dia de sábado de manha. Gostávamos dos lanches que sempre havia nequela casa. Eram coisas que minha mãe geralmente não comprava para nós. Mas quando estávamos na casa dos avós, tudo era possível. 

É óbvio que o narrador deste poema tem boas lembranças da casa do avô também. A criança vive num mundo diferente. E quando, de repente, está grande, é difícil aceitar as mudanças do tempo. Por isso, ficamos tristes quando esse mundo que conhecíamos muda. 

Ele cita algumas lembranças específicas que são parecidas com as minhas—outras não.  Mas temos que lembrar-nos que o mundo vai mudando. Às vezes, não é como queríamos, mas a vida continua. E com todas as mudanças, aprendemos alguma coisa para levar conosco. A vida é feito do que fazemos com essas coisas. 

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