Wednesday, October 31, 2012

As Promessas da Vida



“Como Zé-do-Burro, cada um de nós tem suas promesas a pagar. A Deus ou ao Demônio, a uma Ideia. Em uma palavra, à nossa própria necessidade de entrega, de afirmação.”

Como em aula, pensei na frase acima do autor Dias Gomes. Apesar de não ter terminado a peça ainda, consigo perceber que a mensagem dela será das promessas que todos nós temos de cumprir. Ao ler ou assistir às aventuras do Zé-do-Burro, o leitor aprende como é que ele aborda cumprir a sua promessa. Enquanto nós, talvez, não tenhamos feito promessa a uma Santa, temos outras coisas na vida para cumprir ou provar. 

Algumas pessoas têm promessas ou metas bem religiosas, outras pessoas não religiosas. Umas fazem metas de estudar mais enquanto outras fazem metas de achar novos amigos. Embora existam promessas triviais como as mencionadas acima, também há gente que fazem propósito de provar alguma coisa ao mundo, à familia ou a Deus. Querem afirmar a sua validade ou às vezes provar que seu propósito na vida seja bom.

Falando neste assunto, eu fiquei imaginando qual seria a minha promessa. É claro que não fiz nenhuma promessa para Santa Bárbara, mas como todo mundo, tenho algumas coisas para provar. Acho que a minha promessa seria também religiosa. Como tenho sido muito abençoado com uma familia perfeita e uma bela esposa, sinto algum dever a Deus de pagar Ele de volta. E vou fazer isto.

Wednesday, October 24, 2012

Tudo Acaba


“Recife. . .
Rua da União. . .
A casa de meu avô. . .
Nunca pensei que ela acabasse!
Tudo lá parecía impregnado de eternidade.”
(Manuel Bandeira, “Evocação do Recife,” 237)

O final deste poema me lembrou muito da minha infância—especialmente a parte do avô. Quando eu era criança, sempre ia visitar meus avós no dia de sábado de manha. Gostávamos dos lanches que sempre havia nequela casa. Eram coisas que minha mãe geralmente não comprava para nós. Mas quando estávamos na casa dos avós, tudo era possível. 

É óbvio que o narrador deste poema tem boas lembranças da casa do avô também. A criança vive num mundo diferente. E quando, de repente, está grande, é difícil aceitar as mudanças do tempo. Por isso, ficamos tristes quando esse mundo que conhecíamos muda. 

Ele cita algumas lembranças específicas que são parecidas com as minhas—outras não.  Mas temos que lembrar-nos que o mundo vai mudando. Às vezes, não é como queríamos, mas a vida continua. E com todas as mudanças, aprendemos alguma coisa para levar conosco. A vida é feito do que fazemos com essas coisas. 

Wednesday, October 17, 2012

A Europa curvou-se ante o Brasil


7 a 2
3 a 1
A injustiça de Cette
4 a 0
2 a 1
2 a 0
3 a 1
E meia dúzia na cabeça dos portugueses
Oswald de Andrade, 238

Eu sei que este poema foi escrito sobre uma certa época de futebol no Brasil, mas envolve tão perfeitamente a atitude que ainda reina no país—especialmente sobre futebol. Apesar de ter perdido um jogo, na mente dos brasileiros, não contava, portanto, nunca aconteceu. Por quê? Porque não ganharam. E se Brasil não ganha, não quer saber da coisa.

Eu não falo isso para zombar, nem para degradar o Brasil, pois amo muito este país. Mas neste poema, o caráter do brasileiro é bem aparente. Depois de viver com os brasileiros por um tempo, até eu poderia ter escrito este poema com o mesmo sentido que foi usado. Não só em futebol, entretanto, são assim. O brasileiro gosta de sair melhor em quase tudo. Não quer ser dependente do Portugal, não quer ser pior do que os Estados Unidos e não quer ajuda de ninguém. E tanto é que até na poesia nacional, aparece essa atitude de superioridade. E quando não são os melhores, por qualquer razão, sempre têm uma desculpa para se explicar.

Apesar de terem uma personalidades competitivas, os brasileiros também têm corações de ouro. Eu aprecio este poema por causa disso. O brasileiro gosta de competir, mas sabe bem tratar o outro com  bondade também. E eu acho que o poema acima talvez seja mais uma piadinha que um ato de guerra. Que os brasileiros continuem jogando muito e que o mundo os veja como realmente são!

Wednesday, October 10, 2012

Círculo vicioso



"Pesa-me esta brilhante auréola de nume…
Enfara-me esta azul e desmedida umbela
Por que não nasci eu um simples vaga-lume?"
(Círculo vicioso, Machado de Assis, 142)


Eu acho este poema muito legal. Vejo este círculo em todo lugar. Acontece com marido e mulher, amigos, irmãos e muito mais. Gente quer ser mais magro, mais bonito, mais alto, mais baixo, mais inteligente e mais não sei o que. Cada uma dessas outras pessoas, porém, querem alguma coisa que não tem também.

Machado de Assis é muito bom em nos ajudar a ver a realidade. Nos contos dele, o leitor vê tão facilmente como as pessoas pensam e como interagem uma com a outra. Nos poemas, ele consegue abordar assuntos sensíveis com beleza e profundidade. Com um vaga-lume, uma estrela, a lua e o sol, Machado pode nos ensinar a sermos gratos pelo que temos.

Eu pessoalmente aprendi com esse poema. Vejo que nem sempre temos tudo que queremos, mas nas eternidades, muito disso não importa. Se eu conseguir ver as coisas numa perspectiva mais eterna, verei que tenho o bastante para sobreviver…e muito muito mais. Graças a um vaga-luminho, percebi o quanto tenho. 

Thursday, October 4, 2012

Poesia



“Poesia”
Poesia
grão amargo
entre meus dentes
("Poesia," Neide Archanjo)

Um dos poemas que mais gostei nesta aula até agora foi esse da Neide Archanjo. No início, não achei tão legal esse poema. Não pude perceber muito significado nas palavras. Pareceu curto e sem propósito. Não tive muita experiencia anterior com poesia, e não sei bem interpretá-la. De repente, porém, veio a minha cabeça algumas ideias sobre o poema.

Talvez esse poema até expressava a minha atitude para com a poesia. Não diz que a poesia é coisa chata? Não compara com um grão entre os dentes? Esta interpretação seria de alguém que não cenhece poesia. Como discutido em aula, e como veio a minha mente, esta poema tem mais para dizer do que isso. Está dizendo que a boa poesia nos incomoda. Não que é chato ler, mas que faz com que pensemos.

Um bom poema nos perturba. Faz-nos pensar. Faz-nos interpretar as palavras. Às vezes, não está querendo dizer o que as palavras dizem. Mas o poema quer nos fazer compreendê-lo ao ler e reler. Assim começamos a entender um possível significado dele. E assim é: talvez o nosso entendimento do poema seja diferente que o de nosso professor ou até o própro escritor. Tudo bem. O importante é que nós nos esforçamos a compreender a poesia. Assim, aprenderemos mais com ela.