Thursday, November 15, 2012

O Marinheiro



“Não valeria então a pena fecharmo-nos no sonho e esquecer a vida, para que a morte nos esquecesse?”
O Marinheiro, Fernando Pessoa, 122

Nesta peça, vemos a aparente fragilidade da vida. Na verdade, vemos uma verdadeira dúvida que muitos têm ao respeito da vida e como relaciona-se com os sonhos. Será que a nossa vida é apenas o sonho de alguém? Será que se nos esquecêssemos a vida, a morte nos esqueceria? Como a donzela na peça, muitas pessoas de cada lugar realmente duvidam que esta vida seja real e que temos controle completo de que fazemos.

Sendo membro da igreja, eu sei que a vida tem um grande propósito no plano de Deus, mas as pessoas que não têm o evangelho ficam nessa dúvida do sonho. Para eles, podemos ser o sonho de outro, ou até de Deus. Ele nos criou, e poderíamos ser os sonhos Dele. Sem uma compreensão maior, esta explicação parace até provável.

Lembra-me muito do filme Inception. Existe uma parte em que os personagens do filme veem uma sala cheia de gente dormindo. Quando um deles pede uma explicação, dizem para ele que as pessoas iam para este lugar para sonhar. Todo dia, iam para dormir e viver dentro desta vida falsa ao sonhar. Existe um momento em que não percebem mais a diferença entre a vida e o sonho. É estranho imaginar que isso existe, mas existe. 

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