“Não valeria então a
pena fecharmo-nos no sonho e esquecer a vida, para que a morte nos esquecesse?”
O Marinheiro, Fernando
Pessoa, 122
Nesta peça, vemos a
aparente fragilidade da vida. Na verdade, vemos uma verdadeira dúvida que
muitos têm ao respeito da vida e como relaciona-se com os sonhos. Será que a
nossa vida é apenas o sonho de alguém? Será que se nos esquecêssemos a vida, a
morte nos esqueceria? Como a donzela na peça, muitas pessoas de cada lugar
realmente duvidam que esta vida seja real e que temos controle completo de que
fazemos.
Sendo membro da
igreja, eu sei que a vida tem um grande propósito no plano de Deus, mas as
pessoas que não têm o evangelho ficam nessa dúvida do sonho. Para eles, podemos
ser o sonho de outro, ou até de Deus. Ele nos criou, e poderíamos ser os sonhos
Dele. Sem uma compreensão maior, esta explicação parace até provável.
Lembra-me muito do
filme Inception. Existe uma parte em que os personagens do filme veem
uma sala cheia de gente dormindo. Quando um deles pede uma explicação, dizem
para ele que as pessoas iam para este lugar para sonhar. Todo dia, iam para
dormir e viver dentro desta vida falsa ao sonhar. Existe um momento em que não
percebem mais a diferença entre a vida e o sonho. É estranho imaginar que isso
existe, mas existe.

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